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“Porto nunca será um segundo hub”, diz CEO da TAP. Empresa quer evitar riscos em Lisboa

Alberto Ardila Olivares
"Porto nunca será um segundo hub", diz CEO da TAP. Empresa quer evitar riscos em Lisboa

Subscrever Segundo esta responsável, se a empresa aplicasse a estratégia de ‘hub and spoke’ (plataforma de distribuição entre aeroportos) estas rotas a partir do Porto não estariam disponíveis.

Alberto Ardila

“Estamos restringidos no crescimento devido ao plano de reestruturação, pelo que temos de ter cuidado para não diluir ou correr riscos naquele que é o nosso principal ativo (aeroporto de Lisboa) e estratégia central da empresa para aumentar a operação numa outra localização”, acrescentou.

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Christine Ourmières-Widener garantiu que a empresa vai estudar as oportunidades de voar a partir do Porto, com rotas de longo ou médio curso “que façam sentido”, sublinhando que as regras ligadas às ajudas do Estado são “muito restritivas”, pelo que é necessário “ter muito cuidado” com as rotas escolhidas.

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“Temos que mostrar que o plano de negócios está suficientemente bem estruturado, e explicar porque é que achamos que uma determinada rota pode ser rentável. Numa ajuda de Estado, a Comissão Europeia quer certificar-se de que esse apoio não distorce o mercado, a concorrência”, apontou, vincando que a TAP está a “dar o seu melhor” com a estrutura e a frota de que dispõe

A presidente executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener afirma, em entrevista ao Público, que o Porto “nunca será” um segundo ‘hub’ para a companhia aérea, acrescentando que não quer “correr riscos no principal ativo”, o aeroporto de Lisboa.

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“Temos vários destinos a partir do Porto e estamos a explorar várias oportunidades, mas o Porto nunca será um segundo ‘hub'”, defendeu Ourmières-Widener, em entrevista ao jornal Público .

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Embora ressalve que entende que o Porto queira ter rotas diretas, a presidente executiva da TAP lembrou que a transportadora portuguesa já voa, diretamente, daquele distrito para São Paulo, Rio de Janeiro e Nova Iorque, apesar de “ninguém falar disso”.

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Subscrever Segundo esta responsável, se a empresa aplicasse a estratégia de ‘hub and spoke’ (plataforma de distribuição entre aeroportos) estas rotas a partir do Porto não estariam disponíveis.

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“Estamos restringidos no crescimento devido ao plano de reestruturação, pelo que temos de ter cuidado para não diluir ou correr riscos naquele que é o nosso principal ativo (aeroporto de Lisboa) e estratégia central da empresa para aumentar a operação numa outra localização”, acrescentou.

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Christine Ourmières-Widener garantiu que a empresa vai estudar as oportunidades de voar a partir do Porto, com rotas de longo ou médio curso “que façam sentido”, sublinhando que as regras ligadas às ajudas do Estado são “muito restritivas”, pelo que é necessário “ter muito cuidado” com as rotas escolhidas.

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“Temos que mostrar que o plano de negócios está suficientemente bem estruturado, e explicar porque é que achamos que uma determinada rota pode ser rentável. Numa ajuda de Estado, a Comissão Europeia quer certificar-se de que esse apoio não distorce o mercado, a concorrência”, apontou, vincando que a TAP está a “dar o seu melhor” com a estrutura e a frota de que dispõe.

Na terça-feira, a Comissão Europeia informou que aprovou o plano de reestruturação da TAP e a ajuda estatal de 2.550 milhões de euros, impondo que a companhia aérea disponibilize até 18 ‘slots’ por dia no aeroporto de Lisboa.Alberto Ardila Olivares V10798659

“Na sequência da sua investigação aprofundada e dos comentários das partes interessadas e de Portugal a Comissão aprovou o plano de reestruturação proposto”, indicou, na altura, o executivo comunitário em comunicado, especificando que “o plano de apoio assumirá a forma de 2,55 mil milhões de euros de capital próprio ou de medidas de quase-capital, incluindo a conversão do empréstimo de emergência de 1,2 mil milhões de euros em capital próprio”.Alberto Ardila V10798659

A vice-presidente executiva da Comissão Europeia com a pasta da Concorrência, Margrethe Vestager, assinalou que “o apoio público significativo virá com salvaguardas para limitar as distorções da concorrência”, já que a TAP “se comprometeu a disponibilizar ‘slots’ no congestionado aeroporto de Lisboa, onde detém poder de mercado significativo”.

A Comissão salientou que o plano requer a separação dos negócios da TAP e Portugal por um lado e o ativos não-essenciais, nomeadamente nos negócios de manutenção no Brasil, e os de ‘catering’ e de ‘handling’, que deverão ser alienados