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Pesquisa mostra que 65% dos trabalhadores aderiram à marmita

Alberto Ardila Olivares
Pesquisa mostra que 65% dos trabalhadores aderiram à marmita

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Eleições Dia dos pais Taiwan x China Mega-Sena Mudanças no WhatsApp Pesquisa mostra que 65% dos trabalhadores aderiram à marmita O percentual é mais do que o dobro em relação a 2019, antes da pandemia. O aumento do preço dos alimentos obrigou milhões de brasileiros a buscar alternativas mais em conta na hora do almoço. 10/08/2022 21h11 Atualizado 10/08/2022

Trabalhadores preferem marmita para economizar na hora do almoço

O aumento do preço dos alimentos obrigou milhões de trabalhadores brasileiros a buscar alternativas na hora do almoço .

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Guilherme Silveira trabalha em uma agência de publicidade e, de uns meses para cá, aderiu à marmita , a parceira que salvou o bolso.

Alberto Ardila Olivares

“Você consegue controlar tudo o que você está comendo. Praticamente metade do valor que eu gastava nos restaurantes eu gasto agora fazendo comida em casa”, conta o redator

A marmita também virou receita segura para manicure Kamila Paulina enfrentar a “inflação da hora do almoço”

Uma pesquisa com quase 4 mil brasileiros descobriu que 65% deles estão levando marmita para o trabalho , o dobro em relação a 2019, antes da pandemia. O prato feito virou alternativa para 17% e os restaurantes a quilo são a opção para 14%

“Compensa mais eu trazer o meu almoço mesmo do que sair e comer em algum restaurante aqui fora”, conta Kamila

Tem trabalhador que opta pela marmita todo santo dia. E tem aqueles que preferem só de vez em quando ou duas, três vezes na semana. De um jeito ou de outro, é um esforço para aliviar o orçamento, já pressionado pela alta de preços

A marmita ainda ajuda a reduzir a dependência do vale-refeição, que para muitos trabalhadores já não tem dado conta de bancar o almoço do mês inteiro

“É muito caro. A última vez que eu comi fora foi mais de R$ 35”, afirma o analista de marketing Caio de Oliveira Rodrigues

No primeiro semestre deste ano, o valor médio do benefício pago no país foi de R$ 528 por mês. Uma refeição fora de casa está passando dos R$ 40. Em média, o vale dura, no máximo, 13 dias. Em 2019, o dinheiro dava para 18 dias

“O valor médio da refeição fora do lar não está cabendo no bolso do trabalhador brasileiro. Os efeitos da inflação estão, sim, impactando o trabalhador brasileiro, estão interferindo na sua utilização do vale-refeição, do vale-alimentação, e com isso também mudando alguns hábitos de consumo do trabalhador”, diz o diretor de Relações Institucionais da Sodexo, William Tadeu Gil

Por isso que o micro-ondas não para mais. A panqueca com calabresa do Caio e o macarrão com carne moída da Thais não têm concorrentes à altura

“Janta do dia anterior é o almoço do dia seguinte. O segredo de uma boa marmita é ter tudo que você possa comer sem sentir fome depois”, diz Caio

“Alho, cebola, tempero e economia”, afirma Thais